A PGR (Procuradoria-Geral da República) pode investigar o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), Jhonatan de Jesus. Representação aponta suposto abuso de autoridade no caso do Banco Master. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou a representação nesta quarta-feira (7).
Além disso, a representação solicita a suspensão imediata das determinações do TCU de controle relacionadas ao caso. Isso porque, em dezembro de 2025, o ministro emitiu despacho, levantando suspeitas em relação à decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master.
O dono da instituição é Daniel Vorcaro, acusado de fraude. Então, segundo o senador autor da representação, a medida pode ter sido precipitada.
Inspeção
Vale lembrar que, na decisão, o ministro determinou inspeção in loco de auditores do TCU a pretexto de avaliar os critérios do Banco Central. Além disso, apontou a possibilidade da imposição cautelar para impedir a venda de ativos do Master.
Assim, o senador classifica a averiguação como inconstitucional. Alegou que o BC tem “competência técnica exclusiva” para determinar a liquidação do Banco Master e outras instituições.
“Contudo, o ministro representado, à revelia das limitações constitucionais impostas ao Tribunal de Contas da União, instaurou procedimento fiscalizatório”, disse o senador. Ademais, afirmou que o procedimento, com “pretexto de realizar inspeção, opera verdadeira interferência indevida na atividade-fim da Autarquia Monetária”.
CPMI do Banco Master
Maioria de MS assinou o requerimento para abertura da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Banco Master. Conforme o vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, Carlos Jordy (PL), o requerimento atingiu apoio necessário para tramitar.
Os senadores Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP) e os deputados Rodolfo Nogueira (PL), Marcos Pollon (PL), Luiz Ovando (PP) e Beto Pereira (PSDB) já assinaram o pedido de abertura da CPMI do Banco Master.





